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06 DE MARÇO DE 1983 - MARACANAÚ VAI ÀS URNAS: O DOMINGO EM QUE O DISTRITO SONHOU SER CIDADE!

  O sol ainda não havia cruzado o céu de Maracanaú na manhã deste domingo, 6 de março, e o clima nas ruas já era de uma ansiedade que não se...

sexta-feira, 6 de março de 2026

06 DE MARÇO DE 1983 - MARACANAÚ VAI ÀS URNAS: O DOMINGO EM QUE O DISTRITO SONHOU SER CIDADE!

 O sol ainda não havia cruzado o céu de Maracanaú na manhã deste domingo, 6 de março, e o clima nas ruas já era de uma ansiedade que não se via há décadas. Pelas calçadas da Praça da Estação e nas proximidades da Igreja de São José, o assunto era um só: a chance definitiva de "trilhar seu próprio caminho". Após três tentativas frustradas ao longo de trinta anos, o sentimento que transbordava no rosto de cada morador é de que, desta vez, a história seria escrita com tinta indelével.

Desde as primeiras horas, longas filas se formaram nos locais de votação. Não era apenas um dever cívico; para os maracanauenses, esse novo plebiscito representava o resgate de uma identidade. "É o fim de uma espera que vem desde os tempos dos Tenentes Mário e Raimundo Lima", comentava um morador antigo, referindo-se ao movimento pioneiro de 1953.

O clima de união era visível. Jovens do MIDEMA,FAPEMA e CODIM circulavam entre os eleitores com o entusiasmo de quem sabe que a maioridade política está a poucos votos de distância.

Diferente da tensão política de outros tempos, o que se via naquele dia em Maracanaú era uma celebração antecipada. Famílias inteiras vestiram suas melhores roupas para votar. Havia um sentimento de pertencimento que unia o operário do polo industrial ao comerciante do centro. Para muitos, a emancipação não era apenas uma divisão administrativa de Maranguape, mas a promessa de que os impostos gerados aqui se transformassem em escolas e hospitais para os seus próprios filhos.

Se o "Sim" vencesse, como apontavam todas as expectativas nas rodas de conversa, Maracanaú deixaria de ser o "distrito de Maranguape" para se tornar uma das cidades mais promissoras do Ceará. A Lei Estadual nº 10.811 já aguardava no horizonte, mas era o voto de cada cidadão, neste domingo, que estaria carimbando o passaporte para o futuro.

A noite prometia ser longa. No centro da vila, o povo não arredava o pé até que o último voto fosse contado e o grito de "liberdade" pudesse, finalmente, ecoar por todo o Vale do Maracanaú. E veio a vitória do “SIM” !

Nesse segundo plebiscito, no qual a população optou por Maracanaú emancipada, estavam aptos a votar 12.159 eleitores. Votaram 6.740, sendo que 6.291 optaram pelo SIM, 290 pelo NÃO,

63 Brancos e 97 Nulos. Houve um comparecimento recorde para a época, refletindo a mobilização feita pelo MIDEMA. FAPEMA e CODIM e outras lideranças jovens que percorreram o distrito de porta em porta.

A votação de 6 de março de 1983 não foi apenas um ato administrativo, mas uma explosão de euforia popular que encerrou décadas de espera. Os resultados confirmaram o que as ruas já gritavam: Maracanaú queria ser dona de seu próprio destino.


Texto do Prof. Ailton Gomes.

Fotos do Jornal O Povo.









06 DE MARÇO DE 1983 - A FESTA DA VITÓRIA: O "GRITO DE LIBERDADE"

 Assim que a contagem dos votos indicou a vitória irreversível do "Sim", a pacata vila de Maracanaú transformou-se em um cenário de Carnaval fora de época:

O ponto central das comemorações foi a Praça da Estação (próxima à Igreja de São José). Milhares de pessoas se reuniram para ouvir os discursos das lideranças, como Almir Dutra, sob fogos de artifício que iluminaram o céu de Maracanaú.

Carreatas e Buzinaços: Caminhões e carros particulares percorreram as principais vias, levando bandeiras improvisadas e moradores que celebravam a "independência" de Maranguape.

Emoção dos Veteranos: O momento mais emocionante, segundo relatos históricos, foi ver os líderes mais antigos dos movimentos, abraçando os mais jovens e juntos comemorando o plebiscito vitorioso.

A festa não era apenas política; era a esperança de que os recursos gerados pelo Polo Industrial finalmente ficassem no município para melhorar a infraestrutura local.


Essa energia foi tão marcante que a data de 6 de março foi escolhida como o aniversário oficial do município, preterindo a data da assinatura da lei (4 de julho), justamente por representar o dia em que o povo, por conta própria, decidiu seu futuro.


Texto do Prof. Ailton Gomes.

Fotos do Jornal O Povo.









segunda-feira, 6 de março de 2023

MARACANAÚ: 43 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA (06/03/2026)

No dia 06/03/1983, aconteceu o plebiscito cujo “SIM” foi vitorioso, permitindo a nossa emancipação política de Maranguape e a criação do município de Maracanaú. Após várias tentativas de emancipação, nos anos de 1953, 1958, 1962 e 1982, finalmente conseguimos nos libertar de Maranguape. Tudo isso graças ao trabalho incansável de nossos emancipadores e inúmeras pessoas anônimas, que se organizaram em em três entidades: Movimento de Independência e Defesa de Maracanaú (MIDEMA), Frente de Apoio à Emancipação de Maracanaú (FAPEMA) e Conselho de Defesa dos Interesses de Maracanaú (CODIM). No dia 04/07/1983, foi sancionada a Lei nº 10.811, publicada no D.O. do Estado em 05/07/1983, a qual criava definitivamente o município de Maracanaú, pelo Vice-Governador Cel. Adauto Bezerra. A primeira eleição municipal foi em 16 de dezembro de 1984, elegendo Almir Freitas Dutra como o 1º Prefeito e José Raimundo Menezes de Andrade como Vice-Prefeito e 07 vereadores. Os eleitos tomaram posse no dia 05 de janeiro de 1985, para um mandato de 04 anos (1985-1988). Os primeiros vereadores de Maracanaú foram: José Bento da Silva, Gerson Gomes de Oliveira, Júlio César Costa Lima, Antônio Prata Neto, José Winston Nogueira Lima, Maria Dulcineide Rocha do Nascimento, Lucínio Pereira das Virgens (Baiano), Antônio Geraldo da Silva, Agacil de Almeida Camurça, Anastácio Soares Lima, Francisco Moreira Sales, Maria Elcy Rodrigues de Melo e Manoel Silveira Vidal. 





quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

FOTO AÉREA ABRANGENDO TODO O CENTRO DE MARACANAÚ EM 1950.


É possível ver o Sanatório de Maracanaú, a estação ferroviária, Igreja Matriz, a Lagoa de Maracanaú, todas as casas do centro antigo, a Colônia Antônio Justa, o trajeto da linha férrea para Maranguape e a serra de Maranguape.

Fonte: Raphael de Paula Souza (Fundação Oswaldo Cruz. Casa de Oswaldo Cruz)

Meus agradecimentos ao Prof. Rafael Brito, que me indicou esse importante acervo fotográfico.


sábado, 6 de março de 2021

ESTAÇÃO DE MARACANAÚ (1913)

Estação de Maracanaú em 2013. Foto colorizada por computador

Ao fundo, vemos as casas da família do Sr. Moacir Braz. Essas casas ainda existem, mas estão totalmente descaracterizadas.

Fonte: acervo de Thiago Campelo.



SANATÓRIO DE MARACANAÚ (1942)

Sanatório de Maracanaú em 1942. Foto colorizada por computador.

Nesse ano, o Sanatório ainda não tinha começado a funcionar. Isso só aconteceria após mais 10 anos de espera, em 1952.
Veja na parte de cima, vemos o centro de Maracanaú (Igreja Matriz, praça matriz, Estação, lagoa, parte do Piratininga e do Coqueiral, Rua do shopping e Av. Cap Valdemar de Lima). Ao fundo, antes da Serra de Maranguape, temos a Colônia Antônio Justa, que foi inaugurada neste ano de 1942. Veja na parte de baixo, o local onde foi construído o campo do Maracanaú Atletico Clube e agora o novo shopping.

Fonte: Biblioteca do Arquivo Nacional.


IGREJA MATRIZ DE MARACANAÚ (1919)

Igreja Matriz de Maracanaú em 1919. Foto colorizada por computador.

Na foto temos as pessoas elegantemente vestidas, esperando a missa começar. Provavelmente é um dia de domingo pela manhã. Nessa época tão distante, não existia a praça matriz, mas somente um areial descampado em frente à igreja. Á esquerda, após a igreja, tem o comércio do Sr. Manoel Alexandre e algumas casas antigas.

Fonte: Biblioteca do Arquivo Nacional

Autor: O. Justa